OS PASSOS E AS COREOGRAFIAS DO STEP

Dentro dessa nova série de atividades de academia que estamos conhecendo, começamos na semana passada a falar do step, conhecida pelo paulistano por aeróbica do banquinho.

De fora, apenas olhando uma apresentação de step, aos olhos do leigo, parece muito complicado ficar subindo e descendo, indo para um lado e para outro e sem errar. Mas, é muito fácil quando o profissional sabe conduzir a aula seguindo a progressão pedagógica dentro dos tempos certos. Para que isso aconteça, o primeiro passo do professor é escolher bem as fitas gravadas em 32 tempos (counts) com as quatros frases musicais certinhas.

As coreografias - Basicamente usa-se dois tipos: as simétricas e as assimétricas. Na primeira, todos os passos coreográficos criados para a direita devem ser repetidos para o lado esquerdo. Essa é a mais usada no Brasil porque garante um equilíbrio muscular, elimina o risco de sobrecarregar mais um lado do que o outro e garante um bom aprendizado e coordenação motora.

Na coreografia assimétrica faz-se uma seqüência de passos para a esquerda e outra diferente para a direita.

Progressão pedagógica - Talvez seja o fator mais importante para o aluno não se perder e ficar motivado. O professor deve, antes de tudo, escolher o método mais adequado aos seus alunos e usá-lo do princípio ao fim da aula. Como na maioria das academias não dá para separar iniciante de avançado o melhor é seguir o método de construção de bloquinhos seqüenciais assimétricos. Ensina-se o primeiro passo direito e esquerdo, depois o segundo. Repete primeiro e segundo, ensina-se o terceiro. Repete primeiro, segundo e terceiro e assim sucessivamente formando-se os bloquinhos. Cada bloquinho é formado de 4 frases musicais e cada frase de um passo com OITO tempos: 1234,5678. Portanto, cada bloquinho contém 32 tempos.

Marcos Jucá, experiente profissional nessa atividade, alerta que por mais que isso possa custar, o professor não deve usar o método de ensinar em "câmara lenta". Isso prejudica a dinâmica da aula. É preferível até gastar mais tempo repetindo o mesmo passo para o aluno "pegar" sem quebra de ritmo, do que dar essa paradinha fugindo dos fundamentos pretendidos na aula.

Os passos - Passo básico ou líder - sobe e desce de frente para o step como a gente sobe uma escada qualquer. Chuta - De um lado e chuta do outro. O professor tem nesse passo um ótimo recurso para ensinar um novo sem prejudicar o ritmo da aula. É só deixar os alunos nesse passo enquanto demonstra-se o próximo. Joelho - É o mesmo movimento anterior, só que, levantando o joelho. Contração de Glúteos - O mesmo movimento, só que contraindo toda a perna que fica fora do step. "L" - Sobe de frente, desce para o lado e volta à posição inicial fazendo mesmo o desenho de um "L" sobre o step para a direita e para a esquerda. "V" - Passo em "V" - Cruza o step em diagonal para a direita, volta e cruza-se em diagonal para a esquerda. Cruzando - Após ter usado um "L", cruza-se o step no sentido longitudinal. Além de proporcionar aumento da intensidade, esse movimento produz um forte impacto visual a quem assiste, principalmente quando conjugado com movimentos de braço. Cavalo Montado - O step fica entre as pernas como se estivesse mesmo montado num cavalo. Depois de memorizado um certo trecho da coreografia é bom de vez em quando deixar os alunos fazerem sozinhos para não criar dependência ao professor. Isso aumenta a segurança do aluno.

As transições - Devem ser de forma suave lenta e gradual. Para isso existem inúmeros recursos como por exemplo "chuta três" que evita o "tep", passo extra para troca de pé. A justificativa é que esse procedimento diminui o impacto.

Na chamada volta à calma, justifica-se terminar com os alongamentos simples.

A comunicação entre o professor e o aluno não exige uma regra definida sendo o mais importante que ela exista. Alguns professores dão nomes próprios aos passos para que o aluno memorize com mais facilidade.

As lesões – Os professores que ministram muitas aulas por semana são as maiores vítimas apresentando uma proporção de 76% contra 45% para os alunos. O impacto gerado pelo passo básico num step de 30 cm de altura é de uma vez e meia o peso do aluno. Isso não representa quase nada quando comparado com outras atividades. Na corrida - 2,5 vezes. No basquete - 9,5 vezes. Salto triplo - 23 vezes.

Os erros - Pisar muito longe ou na ponta do step. Além de aumentar o impacto existe mais chances de tropeçar. Pise com o pé todo no step.

É isso aí moçada da geração saúde. Até domingo e peça ao Papai Noel uma matrícula numa boa academia. Fuiiiii!!!

Para Refletir: As águas dos rios se amoldam ao terreno em direção ao mar, mas podem destruir a firmeza das rochas.

Sobre a Ética – Exercer a profissão sem qualquer tipo de discriminação é direito do profissional registrado. Art.6º Inciso I do Código de Ética da Educação Física.

FALE COM A GENTE - Se você tem alguma dúvida sobre exercício físico, mande a sua mensagem para o meu correio eletrônico ou para o coordenador deste site. Juntos vamos aprender um pouco mais.

Luiz Carlos de Moraes CREF-1 3529T

E-mail: lcmoraes@petrobras.com.br

  • Atleta fundista há 26 anos
  • Treinador de atletismo há 14 anos.
  • Orienta a maior parte dos maratonistas de Petrópolis, RJ.
  • Dirige a equipe L.C.M.
  • Personal Trainer
  • Ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento em duas academias.
  • É colunista de Fisiologia do Exercício dos jornais: Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.
  • Assinou por 9 anos a coluna Correndo Atrás, enfocando o mesmo assunto no Jornal Diário de Petrópolis.
  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento, e orientou muitos atletas. Nos eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.
  • Está amparado pela lei 9696 de 1º de setembro de 1998, referente à regulamentação da profissão de Educação Física.

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