STEP, UMA ATIVIDADE REVOLUCIONÁRIA.

Muitas vezes as grandes descobertas acontecem por acaso e, dão certo. Na Educação Física não é diferente e a atividade quase obrigatória nas academias que são as aulas de step surgiu também assim: quase por acaso.

Em 1986, a professora Gim Miler ao sofrer uma lesão, foi recomendada pelo seu fisioterapeuta a ficar subindo e descendo num banquinho de madeira com a finalidade de reforçar os músculos da coxa (quadríceps). dá pra imaginar o "saco" que é fazer isso?

Pois bem, usando da sua criatividade Gim pra não ficar naquele sobe desce chato começou a conjugar movimentos de braços com as pernas e fazer variações interessantes. A idéia deu certo e três anos depois a Reebok aperfeiçoou lançando no mercado uma nova e excelente atividade cardiovascular e que de quebra fortalece os músculos das pernas e dos braços, desenvolve a noção espacial, a coordenação motora, o reflexo e, emagrece. É mole?

Desde então, as aulas de step vêm sendo aperfeiçoadas até chegar ao requinte de ter seqüência de passos de acordo com o estímulo muscular ordenado e claro, com ritmo musical adequado ao fundamento das qualidades físicas desejadas na aula. Criou-se aulas combinadas de step com localizada, com street funk, com circuito e com pesinhos de mão; o power step. Tudo dá certo.

Passada a primeira década de existência do step, o Colégio Americano de Medicina do Esporte já tem fatos e dados suficientes que colocam essa atividade numa posição de destaque quando comparada, por exemplo, com a ginástica aeróbica de alto impacto e a corrida. O step oferece menos riscos de contusões mais graves ficando restritas a dores musculares nas coxas, panturrilhas (batata das pernas) e tendão de Aquiles.

As pesquisas mostraram uma melhora de até 16% na aptidão cardiovascular, aumento médio de 13% no consumo de oxigênio (VO2 Máx.) e diminuição de 1,4% no percentual de gordura num programa inicial de controle de doze semanas (considerando três dobras cutâneas).

Os estudos concluíram também que essa atividade pode gastar de 300 a 500 quilocalorias em aulas variando respectivamente de 30 a 70 minutos. Para que esses valores sejam obtidos com segurança por qualquer pessoa, os estudiosos sugerem uma freqüência ideal de três vezes por semana como qualquer outra atividade física.

Ao contrário de outras aulas, o step é uma atividade que exige do professor uma ação contínua e por isso mesmo os pesquisadores centraram também suas observações nesses profissionais que chegam a ministrar 5 a 6 aulas por semana. Concluíram que as bases fisiológicas podem ser comparadas aos dos atletas fundistas, é mole? De fato, os professores de step costumam ter VO2 Máx. mais alto, baixo percentual de gordura, freqüência cardíaca de repouso também mais baixa e de quebra têm as pernas bem mais fortes.

Uma atividade assim tão boa e tão legal também não é pra ir entrando logo "de sola". Exige-se orientação profissional. Em primeiro lugar, se você é iniciante comece com os steps mais baixos, 10 ou 15 cm de altura, Ao subir, procure pisar bem no centro e mantenha uma postura alinhadinha. Na descida use a ponta do pé para amortecer fazendo o movimento de "mata-borrão" da ponta do pé para o calcanhar. Evite aqueles movimentos bruscos, muito comum quando a gente perde o passo. Se você errou a coreografia não fique com vergonha e nem tente sair correndo atrás do passo "matando barata". Até os professores erram. Acerte a coreografia num passo mais adiante. Procure dominar bem os movimentos de giro porque eles podem levar a uma contusão de joelho. Não fique muito afastado do step, apenas o suficiente para dar um passo normal. Por fim, curta essas aulas que têm uma semelhança também com a dança e contribui para deixá-lo "sarado" mesmo.

PLANEJAMENTO - O desenvolvimento de uma aula de step segue os padrões de qualquer outra atividade física. Aquecimento, fase principal ou stepping, fase localizada e a chamada volta a calma.

Alguns profissionais não são partidário de se fazer alongamento após o professor já ter iniciado a aula porque isso, alegam, além de quebrar o ritmo, em termos fisiológicos não acrescenta nada. Justificam que não existe pesquisa provando ser o alongamento fator primordial na prevenção das lesões no step. Essa atividade não requer grande amplitude de movimentos como por exemplo o salto em altura e outras atividades esportivas que, sem os alongamentos prévios certamente quem está praticando pode se machucar. O aquecimento com movimentos básicos, o correto posicionamento do aluno em relação ao step e a condução segura do professor durante toda a aula são muito mais importantes.

Bom, na próxima semana a gente continua, combinado?

Para Refletir: As pessoas firmes e radicais se comparam com a morte. Os flexíveis se adaptam à vida.

Sobre a Ética – Conhecimento, seriedade e bom senso. São atributos da boa ética e a competência.

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Luiz Carlos de Moraes CREF-1 3529T

E-mail: lcmoraes@petrobras.com.br

  • Atleta fundista há 26 anos
  • Treinador de atletismo há 14 anos.
  • Orienta a maior parte dos maratonistas de Petrópolis, RJ.
  • Dirige a equipe L.C.M.
  • Personal Trainer
  • Ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento em duas academias.
  • É colunista de Fisiologia do Exercício dos jornais: Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.
  • Assinou por 9 anos a coluna Correndo Atrás, enfocando o mesmo assunto no Jornal Diário de Petrópolis.
  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento, e orientou muitos atletas. Nos eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.
  • Está amparado pela lei 9696 de 1º de setembro de 1998, referente à regulamentação da profissão de Educação Física.

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