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Quando o Barão de Coubertain recriou os Jogos Olímpicos em 1896 não imaginava que as nações iriam fazer das Olimpíadas um meio de enaltecer o seu povo. Não imaginava que cada atleta iria honrar com "unhas e dentes" as cores da sua bandeira. Claro, existe também os exageros como foi o caso de Hitler tentando mostrar ao mundo que a raça ariana era a melhor. Superior? Foi o primeiro a cair do cavalo diante de um negro americano chamado Jesse Owens. O que Hitler não sabia, é que já naquela época um atleta Olímpico por si só, vestia a camisa... Meeesmo!!! "Meu país não me mandou atravessar 14000 quilômetros de distância para eu competir só na largada". "Meu país me mandou aqui para eu completar a prova". Esta foi a explicação do tanzaniano John Stephen Akwari que nas Olimpíadas do México - 1968 cruzou a linha de chegada no estádio Olímpico uma hora e meia depois do último maratonista. Com a perna direita enfaixada e manchada de sangue, Akwari foi ovacionado pelas pessoas que ainda estavam no estádio como um verdadeiro campeão. Um herói!!! Nenhum outro evento causa tantos arrepios como o de vermos um dos nossos atletas no pódio enrolado na nossa linda bandeira verde amarela. A cor da medalha não importa, Medalha Olímpica é para poucos. Quantos suaram a camisa? Quantos derramaram lágrimas de sangue por não ter conseguido uma que esteve tão perto por décimos de segundo, por um ponto, por uma cesta ou por simplesmente um gol. Kiko Pelicano que formou dupla com Lars Grael na classe Tornado, medalha de bronze em Atlanta, declarou na época ter dormido com ela. Quem mais poderia ser? A medalha Olímpica. Os nossos atletas em Atlanta foram brilhantes, assim como agora em Sydney estão ralando, brigando, suando a camisa, inclusive as mulheres. Todos "vestiram a camisa". Pena ter faltado raça, garra, determinação e porque não dizer, vergonha, nos meninos do futebol canarinho. Um futebol antes respeitado por todas as nações. O espírito Olímpico passou longe, e muito longe mesmo. Foi assim em Atlanta e agora em Sydney. Quem se lembra disso? O Brasil em Atlanta não participou da solenidade de entrega da medalha de ouro aos "raçudos" nigerianos campeões Olímpicos de futebol além de terem jogado de "sapato alto". Em Sydney não foi muito diferente, né? No mínimo esses meninos, "sub-23" estão muito longe de saber o significado do que seja ideal Olímpico. Foram muito "bem pagos" e "pagaram o maior mico". As meninas também perderam, mas brigaram, e muito. O Barão de Coubertain ao recriar os Jogos Olímpicos em 1896 não imaginava nada disso... PETRÓPOLIS TAMBÉM ESTEVE LÁ Quando Pheidípedes, o soldado ateniense, cruzou a planície de Marathon para dar a notícia da vitória dos gregos sobre os persas, não imaginava que seu esforço se tornaria o maior desafio Olímpico do atletismo. Seja em busca de um troféu, uma medalha Olímpica ou mesmo de uma marca pessoal, a maratona representa o desafio dos limites físicos e psicológicos. O mundo do esporte conheceu muitos heróis nesses mais de cem anos de Era Moderna e Spiridon Louis foi o primeiro a entrar para essa história vencendo a primeira Maratona Olímpica em Atenas, 1896 com o tempo de 2h.58min.50s. As páginas Olímpicas têm sido escritas com sangue, suor, lágrimas e muitas vezes nem sempre o vencedor é o centro das atenções. Foi assim com Dorando Pietri em Londres 1908, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar pra lá de estropiado, porém o mais ovacionado pelo seu esforço. Quem não se lembra da dramática chegada da suíça Gabriela Andersen-Scheiss no Coliseum na primeira maratona feminina em Los Angeles, 1984? Joan Benoit foi a vencedora mas o mundo inteiro ainda se lembra daquela imagem de uma atleta cambaleante se arrastando até a linha de chegada. Olimpíadas é isso, gente. Força, garra, determinação, coragem, audácia e superação. Quando Pheidípedes cruzou a planície de Marathon em 450 A.C. não imaginava que em Sydney, 2000 um país chamado Brasil estaria representado na Maratona Olímpica. Parabéns maratonistas, triatletas, ciclistas, nadadores e tantos esportistas que venceram as dificuldades deixando lá em Sydney as suas gotas de suor e lágrimas. Quem teve mais dificuldade "ralou". Quem teve regalia... Para Refletir: Vencer desafios implica ora recuar, ora avançar; nunca acovardar. Sobre a Ética - Art. 1º - São deveres e responsabilidades dos profissionais de Educação Física: XVIII - Conhecer, vivenciar e difundir os princípios do "Espírito Esportivo". FALE COM A GENTE - Se você tem alguma dúvida sobre exercício físico, mande a sua mensagem para o meu correio eletrônico ou da administração deste site. Juntos vamos aprender um pouco mais. Luiz Carlos de Moraes CREF-1 3529T E-mail: lcmoraes@petrobras.com.br
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