Já é bem caracterizado que a força produzida por um músculo depende da sua seção transversal. Músculo mais volumoso, mais força. Sendo assim, segundo Zatsiorsky, a força é o resultado da atividade das subunidades musculares (sarcômero, miofibrila, fibra muscular). Para um músculo ou grupo muscular atingir, força máxima, velocidade máxima, hipertrofia máxima, de acordo com o ato motor, é preciso provocar o estímulo certo com o treinamento certo. Por isso, surgiram os métodos com suas séries e intensidades diferentes. O resultado do treinamento, seja qual for o objetivo, é conseguido com desenvolvimento de todas as unidades motoras e respectivos tipos de fibras musculares. Claro, guardadas as devidas proporções. Zatsiorsky também fala em hipertrofias sarcoplasmática e miofribilar. A primeira caracterizada por crescimento do sarcoplasma (substâncias semi-fluídica interfibrilar) e proteínas não contráteis e que não contribuem diretamente para a produção de força. Ou seja, a área de seção transversal aumenta mas não à custa do aumento da densidade da área dos filamentos nas fibras musculares. Ao contrário, a hipertrofia miobribilar se dá pelo alargamento da fibra muscular contribuindo para o aumento significativo e da força real. Métodos mais fortes que provocam microrupturas induzem, a princípio, retenção de líquidos por ser uma defesa do organismo, podendo entre outros fatores, estar ligados à hipertrofia sarcoplasmática. É bem verdade que os estudo atuais ainda são pouco conclusivos e não se pode afirmar a existência da relação entre intensidade do treino e hipertrofia miofibrilar e ou sarcoplasmática. É uma área muito obscura e sabemos pouco a respeito. Entretanto, a olhos vistos, existe diferença na força física real entre halterofilistas, fisioculturistas e levantadores Olímpicos. O desenho dos músculos são diferentes, o corpo é diferente, a força é diferente e os métodos de treinamento que cada um usou para chegar lá são diferentes. Ao olharmos um campeão de fisioculturismo com todos aqueles músculos bem desenhados, aos olhos da estética são perfeitos. Não significa serem mais fortes. Da mesma forma, um levantador Olímpico, aos olhos da estética, não tem um corpo tão perfeito. Mas são muito fortes e se for considerado o corte de seção transversal de um e de outro, são similares. A Vez do leitor – Aqui em Utah – USA, as academias são ótimas, bem aparelhadas, mas não possuem acompanhamento profissional, (ao menos nesta região), por isso, peço, uma orientação a respeito de séries, dicas, etc. em relação a perda de gordura localizada, pois não sou obeso, mas tenho muita gordura localizada na região abdominal e lateral (pneu), e necessito de uma orientação, isso se possível, é claro.Tenho 1,74, 70Kg e estou com 14% de gordura em geral, mas 40% na região abdominal, segundo medida do Sesc Brasília. Desde já agradeço a sua atenção. Márcio Amigo Márcio - A ciência ainda não descobriu uma fórmula de perder gordura localizada. Explicando...quando se faz qualquer tipo de exercício dependendo na intensidade, o corpo usa a gordura como um dos componentes do combustível a ser utilizado, só que, gasta a gordura como um todo. Infelizmente se você “morrer” de fazer abdominal não vai perder gordura “SÒ” no abdômen. Se fizer direito vai modelar e fortalecer os músculos dessa região, melhorando inclusive a aparência, mas a perda da gordura vai ser no total. Ou seja, a gordura localizada, (40%) com a qualidade do treinamento, pode diminuir mas o percentual (14%) também diminui. A gordura, no homem, tende a se acumular no abdômen e nas mulheres, nos quadris. O seu treinamento, a princípio, deve conter uma parte aeróbia, uma segunda parte de musculação e alongamentos básicos. Infelizmente fica difícil passar planos de treinamento a distância sem pelo menos tê-lo conhecido pessoalmente ou mesmo sem ter mais dados seus. É preciso fazer avaliações, testes físicos e, com bases nos resultados, traçar planos. Espero que a resposta satisfaça. Qual o tempo máximo e mínimo que devemos nos exercitar por dia para queimarmos a gordura? Cláudia Amiga leitora, o que deve ser levado em conta nesse caso, é o balanço de calorias diárias. Se em uma hora e meia, digamos que você gaste 1000 calorias, segundo pesquisas realizadas por Pollock e colaboradores, pode-se dividir o treino em duas atividades que gaste 500 calorias cada. Muita gente não tem uma hora direto para malhar, mas tem como dividir o treino duas vezes ao dia com tempos menores. Claro, outro ponto importante é que a atividade seja orientada por profissionais habilitados. O que não pode é gastar 1000 calorias e ingerir 1500 com a alimentação. Alguém vai pagar a conta e normalmente são os pneuzinhos que ficam mais cheinhos, né? Para Refletir: Ninguém é tão perfeito para estar de bem com vida o tempo todo.... mas não custa tentar. Sobre a Ética – Posicionamentos radicais não são condizentes com uma classe profissional inteligente. FALE COM A GENTE - Se você tem alguma dúvida sobre exercício físico, mande a sua mensagem para o meu correio eletrônico ou para a redação deste site. Juntos vamos aprender um pouco mais. Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529E-mail: lcmoraes@petrobras.com. br
E-mail: sgb9@segen.petrobras.com.br |