Nunca se viu dar tanta importância à estética como nos dias de hoje. As clínicas destinadas a isso estão cheias, as intervenções cirúrgicas de lipoaspirações já tem até planos de pagamento a longo prazo e a procura de atividade física com os mesmos fins tem crescido bastante. Nessa onda, acabou crescendo também a procura pela Ginástica Passiva, um método muito bom mas não para as finalidades que aleatoriamente vem sendo pregada. A Ginástica Passiva é na verdade um método fisioterápico que, através de estimulação elétrica, massagens e outros equipamentos, promove contrações musculares sucessivas. Sua maior aplicação e efeito comprovado é no relaxamento da musculatura ativada. Um dos equipamentos largamente utilizado são as camas que “fazem o exercício para o cliente”... Não é o cliente que faz... Elas foram criadas para auxiliar pessoas com deficiências articulares e ou movimentos reduzidos. A ginástica passiva funciona, quando corretamente aplicada tanto na estética como no treinamento esportivo. O atleta se beneficia bastante reduzindo o tempo de recuperação entre um treino e outro, aliviando inclusive as dores musculares. A “galera” da celulite também pode ter algum resultado, desde que a ginástica passiva seja um complemento de uma atividade física ao gosto do cliente. As desvantagens ficam por conta da aplicação inadequada por pessoas não habilitadas. Além de não trazer os resultados desejados pelo cliente, pode causar acidentes.O maior problema tem sido a inversão de valores quando algumas empresas tentam iludir as pessoas “adeptas à lei do menor esforço” querendo emagrecer e ficar com um corpo “malhado”, em pouco tempo e, sem fazer força. São presas fáceis e considero isso, no mínimo uma propaganda enganosa porque não substitui a atividade física. As massagens, os alongamentos passivos e todo o método dessa ginástica são muito úteis como complemento da ginástica convencional. A estética não é pecado e o narcisismo, sem exageros, contribui para a formação psíquica do ser humano. Gostar de si mesmo é legal, ou não? Por isso, o melhor caminho ainda é criar coragem e ânimo para se inscrever numa academia. Eu sei que não é tão fácil assim, mas para a “galera” da lei do menor esforço aí vão alguns truques. Em primeiro lugar escolha uma atividade física que mais lhe agrade. Não existe “a melhor”, e sim a mais ou menos indicada para essa ou aquela pessoa. Em segundo lugar escolha um profissional habilitado e em seguida as pessoas do mesmo nível de aptidão com “tudo a ver” com você. Se de vez em quando “pintar” uma preguiça tente enganá-la dizendo que está indo só para bater um papo com a turma. Chegando lá diga que vai só fazer uma aquecimentozinho. Quando menos esperar você já jogou a preguiça para escanteio. Se ainda assim algo sair errado é preferível se arrepender de ter ido do que não ir. Olhe-se no espelho, de preferência bem grande. Ele não te engana, não faz milagre e se não gostar da imagem refletida... Mexa-se. Vale à pena!!! Gostaria de saber se o hipertenso pode fazer musculação e que tipo de série é melhor. Me disseram que as repetições devem ser de 20 a 30 com pouco peso. Amigo leitor. Claro que tudo depende do grau e estágio da doença. Numa hipertensão severa até uma simples caminhada pode ser perigosa. Os alunos hipertensos quando a mim encaminhados eles já vêm diagnosticado por um médico. A atividade física nesse caso deve seguir alguns procedimentos: interromper a atividade se a pressão sistólico chegar próximo de 240 mmHg (24) ou se a diastólica se elevar a partir da medida em estado de repouso. Dez repetições sem ter que efetuar o bloqueio da respiração já limita por si só o percentual de esforço máximo. McArdle 1998 faz uma comparação de vários exercícios de musculação em diversos percentuais de esforço, entre eles o supino, e em nenhum deles (sendo o máximo comparado a 75% da carga máxima) a Pressão Arterial Sistólica chegou a 240 mmHg. O pico de elevação da PAS na musculação, nessas circunstâncias, dura poucos segundos. Claro que isso também não elimina riscos. Tudo depende... do sexo, idade, grau de hipertensão, fatores de risco, hereditariedade, passado esportivo, atividade laboral (estressante ou não), preferência do cliente e etc. Aí, repetições de 20 a 30 também depende... pode não estar errado. Outro álibi a favor da musculação é a relação duplo produto, (PAS x FC). O esforço cardíaco pode até ser menor quando comparado com exercícios aeróbios de intensidade moderada. O próprio Colégio Americano de Medicina Esportiva não atestava isso antes de 1995. Portanto, são pesquisas novas. Em tempo – Alguns leitores durante a semana me pediram para sugerir sites ou literatura sobre adaptações cardiovasculares em função das matérias sobre o assunto e morte no esporte. Aí vai... 1) http://home.hia.no/~stephens/hrttrn.htm 2) http://www.nismat.org/card_cor/screen.html 3) http://www.nismat.org/card_cor/abnormal.html 4) http://www.saudevidaonline.com.br/artigo25.htm 5) http://www.sosdoutor.com.br/doutorcoracao/item11.htm 6) http://www.sosdoutor.com.br/doutorcoracao/item12.htm 7) http://www.saudetotal.com/saude/musvida/saudcard.htm 8) http://www.saudetotal.com/saude/musvida/adapcard.htm 9) http://www.saudetotal.com/saude/musvida/ercardio.htm 10) http://www.cardiol.br/consenso/cons4.htm 11) http://www.clark.net/pub/pribut/spphysio.html Para Refletir: A oportunidade pode ser única. Não tente questioná-la, barganhá-la ou levar vantagem com ela. Sobre a Ética – O trabalho do profissional de Educação Física é multidisciplinar agindo em conjunto com o médico, nutricionista, psicólogo entre outros da área de saúde. FALE COM A GENTE - Se você tem alguma dúvida sobre exercício físico, mande a sua mensagem para o meu correio eletrônico ou para o editor deste site. Juntos vamos aprender um pouco mais. Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529E-mail: lcmoraes@petrobras.com.br
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